Ah o despertar, nada mais complicado para fazer no dia do que sair da cama. Olhos semi-abertos, ou quase fechados, pés procurando por algo no chão. Em fim, o encontro. Os pés encontram cada um seu par perfeito, normalmente uma “troca de casais” ocorre, mas logo se percebe o desconforto do encaixe. Sai do quarto e o encontro com os raios de sol saindo pela janela da cozinha ocorre, raios de sol esses que são tão fortes que parece que está a poucos passos do grande ente de luz. Uma breve cegueira, tudo escurece, fica vermelho, passa pro amarelo e gradualmente as formas vão se formando, ou quase, os olhos ainda não estão acostumados com o novo habitat.
Chega ao banheiro, água gelada direto no rosto, quase um choque. Pasta na escova, escova nos dentes. Sai. Passa até a sala, recolhe a leitura matinal. Cozinha, aqui neste ambiente encontra-se o melhor amigo da manhã. Liga o fogo, esquenta a água e passa o café. O seu cheiro percorre todo o cômodo saindo pelas portas e encontrando outros cômodos. O barulho da liquido escuro saindo pela boca da garrafa e repousando na xícara é praticamente uma musica para os ouvidos dos desbravadores da manhã.
Senta confortavelmente na cadeira, repousa os pés em outra, beberica a xícara, abre o jornal, primeira noticia sobre política. Respira fundo e pensa como as coisas podem estar tão erradas. Termina seu café, levanta, volta pro quarto, troca de roupa, pega suas coisas e passa pela porta do desconhecido.
