Páginas

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A triste história de um copo abandonado


Estava eu saindo do cinema agora pouco, cerca de 22hs e 30min, tinha ido assistir o novo filme do José Padilha, Tropa de Elite 2, muito bom por sinal, mas não é o caso dessa história. Voltando ao assunto, estava eu caminhando pelas ruas curitibanas rumo minha casa. Quando vejo duas senhoras a minha frente, uma olha para os dois lados e sem nenhum pudor abandona um pequeno e indefeso copo plástico ao lado de um poste, ao relento sem nenhuma chance de sobrevivência pelos próximos, sei lá, 200 anos.
Nisso acolho em minhas mãos o pequeno copo, a mulher olha para trás e percebe meu ato. Aproveito a situação e falo “Aqui não é o lugar”. Imediatamente ela fala “Eu sei”, eu retruco “Se sabe, deveria ter colocado no lugar certo”, ela: “Eu sei, se você olhar minha bolsa vai ver que tem vários lixos”. Ela tentava argumentar, e eu passei por elas e disse “Mais um não faria mal”.
Ela só deve ter pensando algo como maldito ecológico, olha a tua idade para falar algo ou qualquer outro pensamento. Pelo contrário, não sou nenhum eco-chato eco-qualquer coisa. Só penso que devemos fazer nossa parte para termos um mundo bom para viver.
Então, virei a esquina e na primeira lixeira, depositei o pobre copo. Que agora estava junto de outros semelhantes.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O começo,


Ah o despertar, nada mais complicado para fazer no dia do que sair da cama. Olhos semi-abertos, ou quase fechados, pés procurando por algo no chão. Em fim, o encontro. Os pés encontram cada um seu par perfeito, normalmente uma “troca de casais” ocorre, mas logo se percebe o desconforto do encaixe. Sai do quarto e o encontro com os raios de sol saindo pela janela da cozinha ocorre, raios de sol esses que são tão fortes que parece que está a poucos passos do grande ente de luz. Uma breve cegueira, tudo escurece, fica vermelho, passa pro amarelo e gradualmente as formas vão se formando, ou quase, os olhos ainda não estão acostumados com o novo habitat.

Chega ao banheiro, água gelada direto no rosto, quase um choque. Pasta na escova, escova nos dentes. Sai. Passa até a sala, recolhe a leitura matinal. Cozinha, aqui neste ambiente encontra-se o melhor amigo da manhã. Liga o fogo, esquenta a água e passa o café. O seu cheiro percorre todo o cômodo saindo pelas portas e encontrando outros cômodos. O barulho da liquido escuro saindo pela boca da garrafa e repousando na xícara é praticamente uma musica para os ouvidos dos desbravadores da manhã.

Senta confortavelmente na cadeira, repousa os pés em outra, beberica a xícara, abre o jornal, primeira noticia sobre política. Respira fundo e pensa como as coisas podem estar tão erradas. Termina seu café, levanta, volta pro quarto, troca de roupa, pega suas coisas e passa pela porta do desconhecido.